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Gostaria de falar um pouco sobre esse assunto, mas o que tenho de mais seguro é minha própria experiência. Então, quero compartilhá-la com vocês
Outros mundos…
Essa foi a palavra chave! Lembrei-me como entrei num transe maravilhoso e misterioso em poucos ( ou será que foram muitos) minutos. Ignácio Muñoz começou a conduzir uma sessão de hipnose nesta noite de quarta-feira no Nataraja Desenvolvimento Humano, em Sorocaba.
Primeiro uma sensação de relaxamento, de leveza, algo como “nada para fazer”. Em seguida estava dentro de um lugar, parecido com uma concha, aquelas que por dentro são lisas, como madrepérolas, de cor azul esverdeada em tons escuros mas com um fundo branco. No ouvido, um som de profundo silêncio, um nada. Uma sensação cinestésica de permeabilidade, ou seria de descolamento, difícil explicar… Como se algum material maleável, muito macio envolvesse meu corpo, mas que na verdade esse material fosse meu próprio corpo.
O incrível é que eu me observava o tempo todo, ou seja, estava consciente. E o que disparou esse transe foi uma frase entre tantas outras:
- Quem sabe perceber outros mundos…
O mundo que percebi pareceu-me desconhecido e familiar ao mesmo tempo. Expliquei para mim mesma esse paradoxo por estar em transe e ao mesmo tempo consciente, me observando.
Não sei ao certo, mas não importa muito a explicação. Bom mesmo é o sentimento de esvaziamento. Num breve momento após o retorno, senti toda a potencialidade criativa a minha disposição.
Agora uma gratidão toma conta do meu coração. Estou feliz!
Namastê
* Mais informações sobre Hipnose Ericksoniana e Ignacio Muñoz Cristi.
A grande Alma é algo que nos une como comunidade e, de fato, em círculos sempre maiores.Essa grande Alma dirige-nos no sentido de suprimir os antagonismos, quanto mais nos confiamos a esse movimento mais os limites entre mim e outras pessoas se desvanecem. Portanto, algo nos une a um saber em comum e parece-me que também a um alvo em comum.
Permitir-nos participar de qualquer atividade onde um campo amoroso se estabelece e entregar-nos a esse campo, sem a necessidade de controlarmos esse campo é realmente uma experiência maravilhosa . Só percebe a grande Alma trabalhando aqueles que se entregam a esse processo.
O processo:
No caminho fenomenológico do conhecimento nos expomos dentro de um horizonte à diversidade dos fenômenos, sem escolhê-los ou avaliá-los. Esse caminho do conhecimento exige, portanto, um tornar-se vazio, tanto com referência a idéias habituais , como também com referência a movimentos internos, sejam do âmbito dos sentimentos, das vontades ou dos julgamentos. Nesse processo a atenção está , ao mesmo tempo, dirigida e não dirigida, centrada e vazia.
O campo fenomenológico proporciona uma conexão, talvez uma ordem , uma verdade ou o passo que nos leva adiante. Esse conhecimento é vivenciado como dádiva e possibilita uma experiência especialmente expressiva, e ele dá certo quando temos confiança na experiência e conhecimento possibilitado por ele.



