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O Renascimento,é uma técnica poderosa de respiração consciente que nos permite vivenciar e dissolver vários padrões de comportamento que impossibilitam nosso crescimento como seres humanos na nossa total potencialidade. Venho publicando algumas experiências, reflexões e materiais de estudo sobre esse tema.
Atualmente estou direcionando o trabalho de renascimento para a percepção de um padrão muito enraizado em todos nós, que é a urgência de morte.
Bem, talvez alguns de vocês já tenham ouvido essa frase: “Nem bem acabamos de nascer e começamos a morrer”
Assim está enraizada a nossa urgência de morte, na primeira respiração, no trauma de parto, na experiência de sair do útero, um lugar seguro, quente e confortável para uma outra realidade nova e hostil.
O medo do novo, do desconhecido, das dores e do sofrimento está de alguma maneira atuando em nossas vidas atuais.
A partir dessa experiência traumática iniciamos um processo de anestesiar-nos para sobreviver.
Entretanto, sobreviver não é viver!
Com tempo e observação podemos identificar nossa urgência ou padrão de morte em nossas atitudes.
As compulsões são avisos claros desse medo da morte.
- Comer em demasia, mais do que precisamos e alimentar-se sem qualidade.
- Usar drogas ilícitas ou lícitas: álcool, fumo, remédios, maconha, cocaína etc…
- Consumo desenfreado ( roupas, sapatos, supérfluos, etc…).
- Trabalhar excessivamente.
- Falta de atividades prazeirosas e saudáveis.
- Busca desequilibrada por distrações: horas perdidas na frente da televisão, computador,jogos ,etc..
- Necessidade de controle e relacionamentos auto destrutivos.
- Relação pouco saudável com o dinheiro, bens materiais e sexo.
Esses e outros tantos comportamentos trazem sofrimentos e insatisfações para os seres humanos neste planeta.
Todos nós podemos olhar, com paciência e compaixão para esses padrões. Percebê-los ajuda muito, mas não basta. Podemos através da respiração conectada e consciente, entrar em contato com a dor, permitindo emergir o conteúdo traumático para tratá-lo e transformá-lo a partir de uma reorientação para a vida.
Logo após uma sessão de renascimento, sentimos um alívio, uma leveza e uma sensação de bem estar, que no depoimento de muitas pessoas, nunca sentiram antes.
Por isso chama-se renascimento, é sem dúvida uma nova vida.
Parabéns para aqueles que se aventuram a renascer!
E fica um convite para todos os que já estão sentindo esse toque!
Namastê!
Ao longo da vida , fazemos muitas perguntas e aceitamos várias respostas.Geralmente aceitamos as respostas que o mundo nos dá, e sem refletir, seguimos formatando a nossa vida.
Passa o tempo , e um dia, um belo dia, sentimos uma sensação de não ter vivido.
Uma angústia toma conta do nosso peito, percebemos que essa falta de questionamento, de reflexão, levou-nos a ter uma vida superficial.
Talvez tenhamos passado um bom pedaço da vida preocupados com o certo e o errado, tentando satisfazer as espectativas das pessoas que amamos, para obviamente sermos amados.
Tudo bem, ainda há tempo, refletindo sobre o que é o certo e o errado percebo que não podemos depender de respostas prontas. A decisão está a cada instante.
O que está em harmonia com a existência está certo e o que está em desarmonia está errado.
E onde há harmonia não há esforço, não há peso algum.
Feche os olhos e medite sobre isso!
Namastê!
NÃO EXISTE ¨MARCHA¨ PARA QUEM REALMENTE NÃO SE PERCEBE EM ESTREITEZA.
NENHUM CORPO ABRIRÁ MÃO DE SEUS INTERESSES PARA A ALMA SEM QUE ESTEJA PROFUNDAMENTE CONSCIENTE DE SEU DESCONFORTO.
Quando o corpo está exposto à estreiteza, e quando está consciente de que seu desconforto provém dela, surge então a possibilidade de acampar em frente ao Mar.A partir desse lugar de impropriedade e angústia, olhamos o horizonte. Chegar até ele não será mais um processo do corpo, mas da alma. Há uma entrega, um despojamento nessa margem, que não só desnuda o corpo como também o modifica. Essa metamorfose nos assusta com a possibilidade de estarmos abrindo mão de nossa integridade e identidade.
”Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.’
(Fernando Pessoa)



