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Essa pergunta é muito importante para quem trilha o caminho do auto conhecimento.
Outro dia, deixei a porta do armário aberta e ao bater com minha cabeça nela, irritada , imediatamente culpei o armário pela dor que senti. Refletindo o acontecido, me senti ridícula, mas ainda assim lá dentro de mim, bem escondidinho, percebi uma tendência forte em culpar alguém pelo acontecido, mas como estava sozinha, tive que me deparar com esse duro padrão de não assumir a responsabilidade dos meus atos e me defrontar com minhas falhas.
Quantas vezes, quando estamos passando por um sofrimento caímos nessa armadilha?
Podemos tentar culpar alguém, então geralmente pensamos:
-Ele(a) não muda, desse jeito não dá! Não posso aguentar!
Ou nos fazemos de vítimas culpando a nós mesmos:
-Eu mereço esse sofrimento! Porém quando isso acontece entramos no mesmo padrão de não poder assumir a responsabilidade,afinal uma vítima não pode se responsabilizar…é uma coitadinha.
Como então podemos nos livrar dessa armadilha que nos aprisiona?
Quem não pode se responsabilizar é uma criança. Crianças não tem responsabilidades, elas não podem ser responsabilizadas. Como sair dessa infância imobilizadora então? E poder tomar atitudes em busca do que queremos verdadeiramente?
POSSIBILIDADES ESTÃO A NOSSA DISPOSIÇÃO.
Podemos refletir profundamente sobre essa criança que adotou traços negativos, destrutivos e principalmente o estado de se sentir indigno de ser amado.
Buscando a aprovação dos nossos pais ou substitutos, nós naturalmente aprendemo seus padrões negativos, os quais adotamos ou contra os quais nos rebelamos.
Com isso nós nos magoamos, a dor que sentimos é efeito da programação implícita ou explícita que tem obscurecido a nossa essência divina.
A notícia boa é que como esses padrões são adotados, não são verdadeiramente nossos, não nascemos com eles, todos eles podem ser abandonados.
Com trabalho, paciência, auto acolhimento e nenhuma auto piedade podemos nos libertar.
Tomemos então responsabilidade por nossos comportamentos, promovendo uma limpeza de nossas negatividades , através da conscientização profunda da nossa condição infantil e seu efeito sobre tudo que sentimos, pensamos, desejamos, decidimos e fazemos.
Essa jornada não é simplesmente ficar repetindo frases de efeitos positivos, esse caminho requer algo como despertar o herói que existe dentro de nós.
É uma grande aventura, é o caminho de volta à nossa essência Divina!
NÃO EXISTE ¨MARCHA¨ PARA QUEM REALMENTE NÃO SE PERCEBE EM ESTREITEZA.
NENHUM CORPO ABRIRÁ MÃO DE SEUS INTERESSES PARA A ALMA SEM QUE ESTEJA PROFUNDAMENTE CONSCIENTE DE SEU DESCONFORTO.
Quando o corpo está exposto à estreiteza, e quando está consciente de que seu desconforto provém dela, surge então a possibilidade de acampar em frente ao Mar.A partir desse lugar de impropriedade e angústia, olhamos o horizonte. Chegar até ele não será mais um processo do corpo, mas da alma. Há uma entrega, um despojamento nessa margem, que não só desnuda o corpo como também o modifica. Essa metamorfose nos assusta com a possibilidade de estarmos abrindo mão de nossa integridade e identidade.
Que dia melancólico! A luz, sob as nuvens turvas, está como criança castigada, com marcas de lágrimas no rosto pálido, e o clamor do vento parece o grito de um mundo ferido. Mas sei que estou caminhando para me encontrar com meu Amigo.
Minhas experiências com o renascimento foram muito importantes para a mudança de padrões e crenças obstrutivas em minha vida.
Após uma sessão de renascimento experimentamos um estado de comunhão com tudo e todos ,e um sentimento de gratidão por estarmos vivos. A vida ganha uma leveza e uma beleza difícil de descrever.
Os traumas de gestação, parto e infância geram sentimentos de abandono, inadequação, medos, depressão e um sentimento de vazio inexplicável.
Traumas de desaprovação parental, religião, ânsia inconsciente de morte,colaboram para a manutenção desses sentimentos e criação de outras doenças ainda mais terríveis.
A respiração consciente demonstra-nos que nosso desejo de viver é mais forte que o de morrer , portanto vamos respirar fundo e muito para que nossa ânsia de viver seja crescente , e que nossas crenças criem uma realidade feliz!
Às vezes é preciso chorar,
para regar o coração.
No coração tem semente boa,
e o choro é a emoção
que faz brotar a flor.
Não pense, não é à toa,
chora, chora coração,
de tristeza ou de alegria,
melhor assim, você está vivo,
que lindo, que maravilha!


