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Ao longo da vida , fazemos muitas perguntas e aceitamos várias respostas.Geralmente aceitamos as respostas que o mundo nos dá, e sem refletir, seguimos formatando a nossa vida.
Passa o tempo , e um dia, um belo dia, sentimos uma sensação de não ter vivido.
Uma angústia toma conta do nosso peito, percebemos que essa falta de questionamento, de reflexão, levou-nos a ter uma vida superficial.
Talvez tenhamos passado um bom pedaço da vida preocupados com o certo e o errado, tentando satisfazer as espectativas das pessoas que amamos, para obviamente sermos amados.
Tudo bem, ainda há tempo, refletindo sobre o que é o certo e o errado percebo que não podemos depender de respostas prontas. A decisão está a cada instante.
O que está em harmonia com a existência está certo e o que está em desarmonia está errado.
E onde há harmonia não há esforço, não há peso algum.
Feche os olhos e medite sobre isso!
Namastê!
Crianças estão ligadas a seus pais por um amor muito profundo.Elas se entregam totalmente ao que vem de seus pais e ao que é exigido por eles.
Assim é que , freqüentemente, pais ou outras pessoas em geral têm a idéia de que podem tomar atitudes pensando única e exclusivamente em si mesmos , como se pudessem fazê-lo sem conseqüências para si mesmo.
Com isso , negamos estar integrados em uma rede, na qual cada um tem o mesmo tamanho e cada um tem o mesmo direito, e que ninguém pode dispor sobre uma outra pessoa dizendo: ¨ O que acontece com você não é da minha conta, eu procuro a minha realização.¨. Isso não é possível. Isso tem más conseqüências e, na verdade , freqüentemente , as crianças assumem para os pais a culpa e a expiação.
Sistemas familiares atuam num plano muito profundo de igualdade e, sempre onde um se eleva acima de outro, se eleva acima de sua dor ou quando acha que pode tomar a sua vida em suas mãos , sem levar em consideração e respeitar a do outro, a sua alma se levanta contra isso e providencia a compensação. Por isso, a cura sempre começa com a dignificação do outro, ao qual fiz algo ou o qual excluí da minha vida, apesar de ele pertencer a ela. Dando a honra que lhe cabe , a igualdade volta a vibrar e então o bom pode desenvolver-se.
O sentimento de pertinência, ao meu ver, é o mais confortável e libertador sentimento que os seres humanos podem experimentar. Sentir-se aceito, visto, amado, faz brotar em nossos corações o sentido de unidade.
Iniciamos essa busca por aceitar a nós mesmos , com paciência , tolerância e amor. O julgamento não ajuda nesse processo. A auto-observação amorosa leva-nos a experimentar as sensações de encontrar os diversos ¨eus¨ que habitam o nosso ¨ser humano¨.
Ao nos encontrarmos com esses aspectos , o melhor e mais curativo é relaxarmos .Ficar um pouco ou o suficiente nesse lugar , nesse sentimento. A sensação sem dúvida é às vezes desconfortável, mas promove transformações no modo como compreendemos a nós mesmos e o mundo.
Aos poucos passamos a nos perguntar: Quem pode pertencer e quem não pode?
Alguns foram eleitos para pertencer e outros repudiados. Qual é o critério ?
Refletindo, podemos chegar a uma constatação: Ninguém pode ser excluído,e que toda exclusão tem um efeito terrível. Afinal onde estão esses eleitos e esses excluídos, se não dentro de nós mesmos?
É imprescindível pertencer para viver uma vida plena. A evolução permite a ampliação desse pertencer, os limites vão se ampliando da família para o todo.
Quem está conectado com o todo está, ao mesmo tempo, ligado, solitário e em paz !


