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Hoje meditei sobre o tema “justiça” e de como esse desejo é muito próximo da necessidade de vingança. A vingança tem um doce sabor, ela satisfaz. O prazer que sentimos em punir os outros por um mau comportamento, vem de um senso biológico de justiça.
Funciona mais ou menos como um apetite, como comer chocolate, como uma fome ou uma “falta” que o cérebro quer preencher. Isso explica como as fantasias de vingança podem ser tão deliciosas! Ou você nunca sentiu essa necessidade?
A melhor forma de entender esse desejo de vingança e reconhecê-lo é compreendê-lo, não como uma doença ou falha moral ou até como um crime, mas como um comportamento profundamente humano.
Tecnologias mostram que quando uma pessoa é insultada, uma explosão de atividade acontece no córtex pré frontal esquerdo, uma parte do cérebro que também é ativada quando as pessoas se preparam para satisfazer algum desejo ou a fome ( Dr. Harmon-Jones).
Portanto, a vontade de vingança em si já é prazerosa. O grande problema é que a expressão da vingança agrava a situação e leva a mais agressão e nunca se alcança o verdadeiro sentimento de justiça que é a restauração da relação entre as partes.
Essa restauração se dá pelo diálogo entre as pessoas, de preferência com a ajuda de um facilitador, as partes assumem a responsabilidade, tomam o processo em suas mãos, percebem que só elas podem encontrar a solução e criam um caminho construtivo, não apenas punitivo.
Fica aí um bom material para refletirmos! Podemos transformar nossos conflitos em um trabalho profundo de reforma íntima, voltado sempre para a reconciliação e para a paz.
Acredito que estamos em tempos de fazer a paz ,construí-la dentro de nós com auto-perdão que, para mim, é a pura aceitação da nossa condição humana somada a grande força que temos para amar!
Namastê!
“Meus primeiros passos na direção do Todo misterioso foi como uma criança que se relaciona com os pais, busquei um Deus Pai e um Deus Mãe, acreditei como uma criança, esperei, confiei e amei como uma criança, mas também senti medo, temi saber mais. Passei a pedir ajuda aos Santos; me percebi negociando, firmando alianças, equilibrando meus direitos e meus deveres, o que tenho que dar e o que tenho que receber. Um vazio se instaurou dentro de mim e senti a necessidade de ser amada pelo Todo misterioso. Dediquei-me como uma noiva se dedica ao amado, esperando o grande dia da união. Então, tempos depois, me percebi questionando a Sua obra e busquei saber o que não estava bom no mundo, apontei os erros, procurei arduamente o que precisa melhorar e julguei esse mundo não conveniente. Surgiu aí a necessidade de salvação, e salvar também outras pessoas.
Confusa ,olhei para cima e pedi, por mim e por todos, e o movimento religioso iniciou-se, foi como escalar uma montanha muito alta e subir às alturas. O vale é povoado, mas conforme se sobe, mais solitário se sente. Vai se distanciando de todos, não é mais como uma criança ligada à mãe, vai abrindo-se para a amplidão do espaço. Isso é um certo modo de morrer, e tem grandeza. Quem esteve no alto, totalmente só, ao descer para o vale traz luz em seu olhar. E finalmente um silêncio apoderou-se do meu ser e aconteceu…, sou um rio caminhando para o mar.”
O AMOR
Olhei nos teus olhos, enxerguei tanta dor
Ouvi tua respiração, curta e angustiada
No teu coração, encontrei muito medo
Vi o teu corpo em copas fechado
E a tua dor me inspirou compaixão
A tua angustia acendeu-me a calma
O teu medo me encheu de coragem
Para poder clamar tua alma!
E diante da sombra da morte
Reconheci teu grande valor
Como és imensamente mais forte
A vida movida de amor!
Está aí a fonte de toda a escravidão humana. A culpa rouba todo o potencial humano, e para criar a culpa é muito simples, basta começarmos a falar de erros, de enganos e de pecados.
Desde muito pequeninos, ouvimos o que é certo e o que é errado, o que devemos e o que não devemos fazer, carregando conosco uma sacolinha cheia de acertos e erros, aprovações e castigos. E com essa pesada sacola caminhamos rumo a não sei onde, ou talvez depois de algum tempo nos encontramos em bares, tentando adormecer a dor de tantos fracassos, ou em alguma igreja, tentando a salvação, ou em algum consultório terapêutico, para descobrir a causa de tanto sofrimento.
A culpa nos torna dependentes, pois nos diminui, nos torna dependentes de alguém, de drogas, de sexo, de dinheiro, de poder …e de tantos outros enganos.
E o que é a dependência se não “medo”, um grande medo que se transforma em raiva, ironia, em prepotência, violência, impotência, em desamor, e desesperança…
Vamos refletir sobre todos esses sentimentos e perceber que a fonte de todos eles pode ser a culpa que sentimos de não correspondermos as inúmeras expectativas do meio em que fomos criados.
São os chamados traumas de infância, são os medos que sentimos lá na nossa infância. O principal deles é o medo de não ser aceito e amado.
Com medo não podemos assumir a responsabilidade pela vida, assim entregamos à alguém essa responsabilidade, até o dia que decidirmos renascer, então uma boa parteira de almas pode ajudar nos auxiliando e encorajando a passarmos pela ilusão da culpa e nos libertarmos.
” Respire profundamente e a cada inspiração tome a sua vida, ela te pertence, e a cada expiração entregue-se, pois você pertence à ela.
Respire, respire, respire consciente e liberte-se. Quando não quiser ser alguém que não é, vai sentir uma energia crescendo no seu interior, pois toda essa energia que estava sendo gasta na competição e no conflito não é mais desperdiçada. Você passa a ser uma fonte, fonte de alegria e criatividade. Agora sim pode crescer, e esse crescimento não tem um objetivo , tem uma fonte, mas não um ponto de chegada.É como um rio que com a força da correnteza, chega ao oceano e funde-se com ele e continua existindo.
A vida é uma bela experiência, nascemos e temos o direito de experimentá-la. Deixemos essa crença obstrutiva de que somos imperfeitos. Somos o que somos e a vida é como uma tela e nós os artistas.
Use cores, flores, luz e brilho e fará da vida um bom lugar para viver e compartilhar alegrias. Os borrões? Qual é o problema? É arte também. Essa liberdade é a nossa glória!”
Nos olhos de um bebê, no seu sorriso, no choro, no engatinhar, nas primeiras palavras , nos primeiros passos…
Nós todos nascemos nesse mundo na confiança de sermos aceitos e cuidados.
Portanto, o primeiro sentimento do ser humano é a confiança, é da sua natureza confiar.
O amor faz parte da confiança, a confiança é maior que o amor,ela abarca o amor.
Na confiança está implícito tudo o que é lindo no amor. A confiança está tão perto da verdade, que se ela for intensa total, neste mesmo instante tudo se torna real e verdadeiro, uma revelação, um êxtase!
Confio em você apesar de ser ou não digno de confiança, na verdade quando alguém não é confiável, então aí é que confio, pois somente assim encontro pela primeira vez algo novo surgindo dentro de mim.
A confiança é muito leve, não necessita nada do outro, é a pura entrega, é profunda, é uma abertura, um renascimento, uma receptividade, é uma declaração de amor a mim mesma e ao universo.
Aqui, neste momento, nasce uma verdadeira prece:
Eu confio em você!
Confio na existência!
Sou grata ao universo,
pois, deu-me tamanha oportunidade
pela qual eu nunca pedi,
a qual nunca mereci,
e mesmo assim eu a recebi.
Que eu possa desabrochar milhares de flores,
e desejo deixar o mundo exalando fragrâncias de gratidão!

Compartilho essa pérola de José Angelo Gaiarsa, que passou por essa Terra e deixou primores !
Do livro: Respiração, Angústia e Renascimento.
Nenhuma constituição
E nenhuma revolução
Jamais pensaram em garantir, para os homens,
O Direito de RespirarNenhum direito mais necessário,
pois vivemos o tempo todo nos sufocando uns aos outros.
Você me sufoca:
- Sempre que não posso dizer para você o que faço,
o que sinto e
o que penso.
- Sempre que preciso controlar minha voz e meus gestos,
para que você não perceba minhas intenções.
- Sempre que me ponho a justificar o que faço
frente a meu Juiz interior – que é você.
- Sempre que reprimo meus desejos
porque todos vigiam a todos, para que ninguém faça
o que todos gostariam de fazer
o que seria bom que todos fizessem.
amar, cantar e dançar…
Minha vingança é fazer o mesmo com você.
Por isso digo que vivemos todos nos sufocando,
e que jamais se pensou em garantir para todos, o direito
de respirar.
Nós nos negamos o mais fundamental dos direitos –
o de viver.
Por isso vivemos sufocados – angustiados – infelizes.
É preciso renascer – e é possível renascer.
Talvez alguns de vocês compartilhem da mesma percepção .Tenho trabalhado para me conscientizar e me libertar de vários medos que me mobilizam e me impedem de viver todo o meu potencial criativo.
Conhecemos talvez o medo de perder alguém, o medo da morte, o medo de ficar sem dinheiro, da solidão, de amar, de ser feliz,e vários outros.
Hoje estou percebendo um medo muito sutil e traiçoeiro, sim pois ele trai a nossa natureza humana, que é de vivermos uns com os outros.
Esse medo se apresenta na incapacidade de ouvir e ver o outro.
Podemos nos enganar por muito tempo, achando que sabemos ouvir e ver outras pessoas, principalmente as que amamos.
Mas será que fazemos isso verdadeiramente?
Permitimos que o outro seja “outro” mesmo?
Ou insistentemente tentamos moldar as pessoas para que elas nos agradem ou nos sirvam?
Permitimos que nossos companheiros(as), esposo(a), filhos(as), pais e amigos sejam eles mesmos?
Ouvir e ver o outro não seria permitir que ele exista e consequentemente se permitir existir também?
Podemos observar, quando nos envolvemos com alguém, o quanto insistimos em mostrar como somos, no que acreditamos, o apego ao nosso ponto de vista e opiniões pela necessidade de ter razão.
Mas se ficarmos alertas e presentes ,podemos fazer uma escolha. A escolha de nos entregarmos. Poder abandonar toda a necessidade de estar no comando, o estado de superioridade. Perceber o tanto de energia que gastamos para manter o poder.
A entrega deve ser profunda, e se sentirmos uma paz, uma leveza, um sentimento de liberdade é sinal que nos entregamos verdadeiramente e dissolvemos o medo de deixar o outro existir e permitimos a nossa própria existência.
Somente aí podemos nos relacionarmos. Apenas nesse estado de ser podemos amar e ser amados.
É uma grande descoberta , procuremos estar alertas sem esforço!
A incosciência tem raízes no medo, que cria resistência e reação.
A consciência é um estado de presença alerta e relaxado, que resulta em entrega e ação.
Esse não é um Portal como aqueles que se abrem num determinado horário,devido uma conjunção astral ou coisa parecida.Esse Portal Mágico é o “AGORA”!
Me percebi descobrindo a vida que existe por trás de todas as situações do nosso viver, e que todo o sofrimento, os problemas, o stress, a ansiedade,a preocupação,a culpa,o sentimento de injustiça, a tristeza, a amargura, são frutos do apego ao passado e ao futuro.
Nenhum desses sentimentos existem no presente.
Desprendermos do passado e do futuro talvez signifique nos desprendermos dos resultados e nos concentrarmos simplesmente no fazer consciente. Então não seria necessário mudar “o que” estamos fazendo e sim “como” estamos fazendo.
Ninguém no futuro irá nos salvar ou fazer-nos felizes. Refletir sobre essa idéia de “vir a ser”, como uma meta para sentir-nos plenos e felizes, me parece ser uma chave libertadora.
Creio que a paz nasce do nosso estado de aceitação e presença!
Esse Portal Mágico está e sempre estará aberto!
Ele é a própria VIDA que existe tão somente AGORA!
Essa pergunta é muito importante para quem trilha o caminho do auto conhecimento.
Outro dia, deixei a porta do armário aberta e ao bater com minha cabeça nela, irritada , imediatamente culpei o armário pela dor que senti. Refletindo o acontecido, me senti ridícula, mas ainda assim lá dentro de mim, bem escondidinho, percebi uma tendência forte em culpar alguém pelo acontecido, mas como estava sozinha, tive que me deparar com esse duro padrão de não assumir a responsabilidade dos meus atos e me defrontar com minhas falhas.
Quantas vezes, quando estamos passando por um sofrimento caímos nessa armadilha?
Podemos tentar culpar alguém, então geralmente pensamos:
-Ele(a) não muda, desse jeito não dá! Não posso aguentar!
Ou nos fazemos de vítimas culpando a nós mesmos:
-Eu mereço esse sofrimento! Porém quando isso acontece entramos no mesmo padrão de não poder assumir a responsabilidade,afinal uma vítima não pode se responsabilizar…é uma coitadinha.
Como então podemos nos livrar dessa armadilha que nos aprisiona?
Quem não pode se responsabilizar é uma criança. Crianças não tem responsabilidades, elas não podem ser responsabilizadas. Como sair dessa infância imobilizadora então? E poder tomar atitudes em busca do que queremos verdadeiramente?
POSSIBILIDADES ESTÃO A NOSSA DISPOSIÇÃO.
Podemos refletir profundamente sobre essa criança que adotou traços negativos, destrutivos e principalmente o estado de se sentir indigno de ser amado.
Buscando a aprovação dos nossos pais ou substitutos, nós naturalmente aprendemo seus padrões negativos, os quais adotamos ou contra os quais nos rebelamos.
Com isso nós nos magoamos, a dor que sentimos é efeito da programação implícita ou explícita que tem obscurecido a nossa essência divina.
A notícia boa é que como esses padrões são adotados, não são verdadeiramente nossos, não nascemos com eles, todos eles podem ser abandonados.
Com trabalho, paciência, auto acolhimento e nenhuma auto piedade podemos nos libertar.
Tomemos então responsabilidade por nossos comportamentos, promovendo uma limpeza de nossas negatividades , através da conscientização profunda da nossa condição infantil e seu efeito sobre tudo que sentimos, pensamos, desejamos, decidimos e fazemos.
Essa jornada não é simplesmente ficar repetindo frases de efeitos positivos, esse caminho requer algo como despertar o herói que existe dentro de nós.
É uma grande aventura, é o caminho de volta à nossa essência Divina!
Ao longo da vida , fazemos muitas perguntas e aceitamos várias respostas.Geralmente aceitamos as respostas que o mundo nos dá, e sem refletir, seguimos formatando a nossa vida.
Passa o tempo , e um dia, um belo dia, sentimos uma sensação de não ter vivido.
Uma angústia toma conta do nosso peito, percebemos que essa falta de questionamento, de reflexão, levou-nos a ter uma vida superficial.
Talvez tenhamos passado um bom pedaço da vida preocupados com o certo e o errado, tentando satisfazer as espectativas das pessoas que amamos, para obviamente sermos amados.
Tudo bem, ainda há tempo, refletindo sobre o que é o certo e o errado percebo que não podemos depender de respostas prontas. A decisão está a cada instante.
O que está em harmonia com a existência está certo e o que está em desarmonia está errado.
E onde há harmonia não há esforço, não há peso algum.
Feche os olhos e medite sobre isso!
Namastê!









