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Queridos amigos,
2010 poderá ser um ano novo se tivermos um novo olhar para nós mesmos, um olhar de amorosidade e acolhimento para esta pessoa maravilhosa que você é!
Que 2010 faça aflorar em nós novas palavras, novas idéias, novos conceitos, novas relações, novas experiências e um novo amor por si próprio e por tudo ao nosso redor.
Assim será, para ser um Ano Novo!
Saudações,
Maria Regina
There is a God Somewhere upload feito originalmente por Ben Haine.
A grande Alma é algo que nos une como comunidade e, de fato, em círculos sempre maiores.Essa grande Alma dirige-nos no sentido de suprimir os antagonismos, quanto mais nos confiamos a esse movimento mais os limites entre mim e outras pessoas se desvanecem. Portanto, algo nos une a um saber em comum e parece-me que também a um alvo em comum.
Permitir-nos participar de qualquer atividade onde um campo amoroso se estabelece e entregar-nos a esse campo, sem a necessidade de controlarmos esse campo é realmente uma experiência maravilhosa . Só percebe a grande Alma trabalhando aqueles que se entregam a esse processo.
O processo:
No caminho fenomenológico do conhecimento nos expomos dentro de um horizonte à diversidade dos fenômenos, sem escolhê-los ou avaliá-los. Esse caminho do conhecimento exige, portanto, um tornar-se vazio, tanto com referência a idéias habituais , como também com referência a movimentos internos, sejam do âmbito dos sentimentos, das vontades ou dos julgamentos. Nesse processo a atenção está , ao mesmo tempo, dirigida e não dirigida, centrada e vazia.
O campo fenomenológico proporciona uma conexão, talvez uma ordem , uma verdade ou o passo que nos leva adiante. Esse conhecimento é vivenciado como dádiva e possibilita uma experiência especialmente expressiva, e ele dá certo quando temos confiança na experiência e conhecimento possibilitado por ele.
Bert Hellinger, upload feito originalmente por loresui.
Bert Hellinger, é um teólogo, filósofo e psicoterapeuta alemão, criador de uma nova abordagem de psicoterapia sistêmica.
Os desenvolvimentos de seu trabalho tem amplas implicações para o âmbito da psicoterapia, aconselhamento de casais, pedagogia, consultoria de empresas, dramaturgia, política e solução de conflitos sociais.
Descobriu, no processo de seu trabalho, que a consciência não é o juiz do certo e do errado, mas está ligada a certas ordens pré-definidas, as quais batizou de “ordens do amor” ou “ordens de origem”.
O desenvolvimento posterior de seu trabalho levou-o a descobertas sobre a natureza do vínculo e da ordem dentro dos grupos humanos e de como o amor cego e as necessidades de vínculo, ordem e compensação podem estar subjacentes às tragédias familiares, notadamente ao suicídio, acidentes e doenças graves.
Descobriu que, além dos sentimentos primários (reação imediata aos acontecimentos) e secundários (sentimentos que substituem os primários), existem os “sentimentos adotados”: sentimentos que se assumem de outras pessoas e são dirigidos a terceiros.
Outra descoberta, foi o “movimento interrompido”: interrupção do desejo de uma pessoa de buscar ou ir em direção aos pais.
Criou uma dinâmica psicoterapêutica denominada de constelações familiares, que, mais tarde, ampliou sua abrangência, no chamado “movimentos da alma”. Sua abordagem busca a clareza sobre os laços de amor que unem a família, descortinando soluções inusitadas e simples para os problemas e conflitos psíquicos dos pacientes.
Nos anos recentes, descreveu, ainda, padrões importantes relativos à efetividade da relação de ajuda, chamados de “ordens da ajuda” e, ainda, sobre a postura básica fundamental do profissional que ajuda, dentro do contexto de seu trabalho.
A alma tem muitas dimensões. Depende do ponto de vista que a observamos.
Posso observá-la do ponto de vista do corpo, então ela é mais restrita. Porém, podemos observá-la do ponto de vista da família, do clã, etc….
Tanto dentro do corpo como também dentro da família e do clã, a alma tem, por um lado, a tendência de manter a completude, o que no grupo significa manter todos os membros, por outro lado, entretanto, também tem a tendência de repelir algo doente, quando isso ameaça o todo. É assim no corpo (uma doença), e é exatamente assim numa família e no clã. Por exemplo: um assassino ameaça o sistema familiar e, por isso, tem de sair do mesmo.
Então tem uma outra dimensão da alma que abraça o todo. Na Grande Alma todos estão reunidos outra vez. Os membros da família podem se reconciliar com o assassino em seu meio , vendo os excluídos juntos nesse nível mais elevado, acolhendo-o e lá encontrando o sossego e a paz.
Crianças estão ligadas a seus pais por um amor muito profundo.Elas se entregam totalmente ao que vem de seus pais e ao que é exigido por eles.
Assim é que , freqüentemente, pais ou outras pessoas em geral têm a idéia de que podem tomar atitudes pensando única e exclusivamente em si mesmos , como se pudessem fazê-lo sem conseqüências para si mesmo.
Com isso , negamos estar integrados em uma rede, na qual cada um tem o mesmo tamanho e cada um tem o mesmo direito, e que ninguém pode dispor sobre uma outra pessoa dizendo: ¨ O que acontece com você não é da minha conta, eu procuro a minha realização.¨. Isso não é possível. Isso tem más conseqüências e, na verdade , freqüentemente , as crianças assumem para os pais a culpa e a expiação.
Sistemas familiares atuam num plano muito profundo de igualdade e, sempre onde um se eleva acima de outro, se eleva acima de sua dor ou quando acha que pode tomar a sua vida em suas mãos , sem levar em consideração e respeitar a do outro, a sua alma se levanta contra isso e providencia a compensação. Por isso, a cura sempre começa com a dignificação do outro, ao qual fiz algo ou o qual excluí da minha vida, apesar de ele pertencer a ela. Dando a honra que lhe cabe , a igualdade volta a vibrar e então o bom pode desenvolver-se.
Uma passagem profunda no livro de Bert Hellinger:
PAI E CRIANÇA
¨O PAI ESTÁ SEMPRE PRESENTE NA CRIANÇA.
QUANDO REJEITO OU IGNORO O PAI, REJEITO E IGNORO TAMBÉM A CRIANÇA.
A CRIANÇA SENTE ISSO E FICA DIVIDIDA.
NÃO PODE FICAR COMPLETA.¨
Sempre que existem lutas pelo poder não se olha para o mais fraco.
Quando num casamento entre homem e mulher está em jogo o poder, as crianças são sacrificadas sem escrúpulos à luta pelo poder.
A vitória numa luta pelo poder está ligada a uma sensação de triunfo: agora lhe dei uma. Onde quer que exista esse triunfo, algo foi destruído. O homem que triunfa sobre a mulher perdeu a mulher. A mulher que triunfa sobre o marido perdeu o marido. A mãe que triunfa sobre o marido perdeu a criança. A criança que triunfa sobre os pais perde os pais. Esse é o caminho soberbo e arrogante.
O contrário é o caminho humilde que vê o outro e o reconhece. Ele renuncia ao triunfo e ao exercício do poder , mas tem um grande efeito. Aqui as forças que curam e promovem a paz, podem agir.
Enquanto um pensamento como : ¨Eu tenho razão¨ imperar, ainda existe luta pelo poder.
Quando ganhamos a compreensão de que nada sabemos , uma outra força assume a liderança. No fundo da alma , atua uma força que dirige todo o sistema para uma reconciliação profunda ,para o respeito e o reconhecimento mútuos.
Prana é a essência de todo movimento, força , energia ou de qualquer forma de vida.
A sede do prana é o coração e o coração é o abrigo da mente.
A forma de prana é fluídica ou etérea.
Prana é a essência da vida!
Ao inspirarmos , o oxigênio do ar é assimilado pelo sangue e o prana pelo sistema nervoso. Prana circula por todo o sistema nervoso levando-lhe força e vitalidade.
Quando respiramos normalmente recebemos uma quantia de prana, porém se realizarmos um trabalho de respiração consciente, além de uma limpeza física e energética , ao praticarmos a respiração desfazemo-nos das couraças de proteção que criamos ao longo do tempo que nos impedem de sentir a chama da vida pulsando forte e livre em todo o nosso ser.
Os orgãos fluídicos da respiração prânica, ou respiração interior, são basicamente dois nadis ( condutores das correntes prânicas) .Esses condutos são feitos de ¨matéria astral¨.
Um dos principais nadis se chama IDA ,que flui pela narina esquerda e ¨esfria o sistema¨, o outro se chama PINGALA, que flui pela narina direita e ¨aquece o sistema. Ida e Pingala seguem pelo corpo cruzando-se pelos chakras. Ida e Pingala indicam o tempo e enquanto a respiração flui através destes nadis o homem se ocupa das coisas do mundo.
Temos o mais importante de todos os nadis , o SUSHUMNA, este dissipa o tempo, ele situa-se ao longo da coluna, é o ¨sustentador do universo¨. Então quando sushumna opera, o homem entra em samadhi (morre para as coisas do mundo).
Por isso podemos respirar e nos abrir para toda luz que há em nós e ao nosso redor. Harmonizando Ida, Pingala e Sushumna , todo nosso sistema energético se equilibra afetando poisitivamente a nossa saúde.
Enquanto enamorados concordamos com o outro do jeito que imaginamos, não como o outro realmente é.
Não vemos o outro, ainda estamos adormecidos…por isso o despertar do enamoramento é uma condição prévia para o amor.
Com o tempo começamos a ver o outro como ele realmente é, com sua grandeza e suas fraquezas. Ao concordarmos com isso, e com todo o sistema no qual ele pertence, a sua família, e passamos a saber um pouco sobre os emaranhamentos que o envolve , nasce o amor , pois então sabemos que ele não pode ser de outro jeito.
Envolvidos por esse campo amoroso, podemos nos amar e amar os outros.
Esse processo de reconhecimento do outro ( não basta conhecer), promove profundas transformações, que a alma completa em seu íntimo.
Aqui dentro de mim tem um luar
Um amanhã que anseia por alvorecer
Creio que o segredo é cavalgar
No ventre da noite
Sem medo de me perder
E enquanto o meu coração pulsar
Enquanto em minhas veias o sangue correr
O que o suor e a lágrima puder lavar
Não morrerá sujo
Antes do amanhecer
Viva a oração nos matagais
Na floresta virgem do meu ser
Bem aventurados os temporais
No coração rasgar
Para não permanecer
Viva a ansiedade da maré
No oceano virgem do meu ser
Bem aventurados os vendavais
No coração rasgar
Para não permanecer
Viva a claridade da paixão
Que fecunda a terra virgem do meu ser
Bem aventurada a emoção
No coração rasgar
Para não permanecer
Viva a oração nos matagais
Na floresta virgem do meu ser
Bem aventurados os vendavais
No coração rasgar
Para não permanecer
(Altay Veloso)


