All you need is love.
Hoje meditei sobre o tema “justiça” e de como esse desejo é muito próximo da necessidade de vingança. A vingança tem um doce sabor, ela satisfaz. O prazer que sentimos em punir os outros por um mau comportamento, vem de um senso biológico de justiça.
Funciona mais ou menos como um apetite, como comer chocolate, como uma fome ou uma “falta” que o cérebro quer preencher. Isso explica como as fantasias de vingança podem ser tão deliciosas! Ou você nunca sentiu essa necessidade?
A melhor forma de entender esse desejo de vingança e reconhecê-lo é compreendê-lo, não como uma doença ou falha moral ou até como um crime, mas como um comportamento profundamente humano.
Tecnologias mostram que quando uma pessoa é insultada, uma explosão de atividade acontece no córtex pré frontal esquerdo, uma parte do cérebro que também é ativada quando as pessoas se preparam para satisfazer algum desejo ou a fome ( Dr. Harmon-Jones).
Portanto, a vontade de vingança em si já é prazerosa. O grande problema é que a expressão da vingança agrava a situação e leva a mais agressão e nunca se alcança o verdadeiro sentimento de justiça que é a restauração da relação entre as partes.
Essa restauração se dá pelo diálogo entre as pessoas, de preferência com a ajuda de um facilitador, as partes assumem a responsabilidade, tomam o processo em suas mãos, percebem que só elas podem encontrar a solução e criam um caminho construtivo, não apenas punitivo.
Fica aí um bom material para refletirmos! Podemos transformar nossos conflitos em um trabalho profundo de reforma íntima, voltado sempre para a reconciliação e para a paz.
Acredito que estamos em tempos de fazer a paz ,construí-la dentro de nós com auto-perdão que, para mim, é a pura aceitação da nossa condição humana somada a grande força que temos para amar!

Namastê!