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Enquanto enamorados concordamos com o outro do jeito que imaginamos, não como o outro realmente é.

Não vemos o outro, ainda estamos adormecidos…por isso o despertar do enamoramento é uma condição prévia para o amor.

Com o tempo começamos a ver o outro como ele realmente é, com sua grandeza e suas fraquezas. Ao concordarmos com isso, e com todo o sistema no qual ele pertence, a sua família, e passamos a saber um pouco sobre os emaranhamentos que o envolve , nasce o amor , pois então sabemos que ele não pode ser de outro jeito.

Envolvidos por esse campo amoroso, podemos nos amar e amar os outros.

Esse processo de reconhecimento do outro ( não basta conhecer), promove profundas transformações, que a alma completa em seu íntimo.

Aqui dentro de mim tem um luar

Um amanhã que anseia por alvorecer

Creio que o segredo é cavalgar

No ventre da noite

Sem medo de me perder

E enquanto o meu coração pulsar

Enquanto em minhas veias o sangue correr

O que o suor e a lágrima puder lavar

Não morrerá sujo

Antes do amanhecer

Viva a oração nos matagais

Na floresta virgem do meu ser

Bem aventurados os temporais

No coração rasgar

Para não permanecer

Viva a ansiedade da maré

No oceano virgem do meu ser

Bem aventurados os vendavais

No coração rasgar

Para não permanecer

Viva a claridade da paixão

Que fecunda a terra virgem do meu ser

Bem aventurada a emoção

No coração rasgar

Para não permanecer

Viva a oração nos matagais

Na floresta virgem do meu ser

Bem aventurados os vendavais

No coração rasgar

Para não permanecer

(Altay Veloso)

O sentimento de pertinência, ao meu ver, é o mais confortável e libertador sentimento que os seres humanos podem experimentar. Sentir-se aceito, visto, amado, faz brotar em nossos corações o sentido de unidade.

Iniciamos essa busca por aceitar a nós mesmos , com paciência , tolerância e amor. O julgamento não ajuda nesse processo. A auto-observação amorosa leva-nos a experimentar as sensações de encontrar os diversos ¨eus¨ que habitam o nosso ¨ser humano¨.

Ao nos encontrarmos com esses aspectos , o melhor e mais curativo é relaxarmos .Ficar um pouco ou o suficiente nesse lugar , nesse sentimento. A sensação sem dúvida é às vezes desconfortável, mas promove transformações no modo como compreendemos a nós mesmos e o mundo.

Aos poucos passamos a nos perguntar: Quem pode pertencer e quem não pode?

Alguns foram eleitos para pertencer e outros repudiados. Qual é o critério ?

Refletindo, podemos chegar a uma constatação: Ninguém pode ser excluído,e que toda exclusão tem um efeito terrível. Afinal onde estão esses eleitos e esses excluídos, se não dentro de nós mesmos?

É imprescindível pertencer para viver uma vida plena. A evolução permite a ampliação desse pertencer, os limites vão se ampliando da família para o todo.

Quem está conectado com o todo está, ao mesmo tempo, ligado, solitário e em paz !

Algumas pessoas correm atrás da felicidade porque pensam que precisam agarrá-la.Então usam viseiras e correm… e correm. Mas a felicidade corre atrás delas e não pode alcançá-las, porque elas estão atrás da felicidade.

¨Largue a felicidade. E quando ela vier e bater em sua porta, abra somente a porta.Você pode também deixar a porta aberta. Aí a felicidade pode ir e vir como quiser e talvez se sinta à vontade com você.¨

¨É verdade que se pode aprender certas regras para se viver, podemos utilizá-las, porém se me deixo levar por elas sinto que não estou mais em conexão com as forças mais profundas do meu ser e talvez alcance muito pouco!¨

O ficar parado perante o  desconhecido, ou perante o mistério é, acredito eu, a mais importante fonte de força para o indivíduo e sua cura.

A postura de ficar parado , de recolher-se  e ficar no limite custa muito à todos nós.Esse vazio entre nós e o mistério é difícil de suportar. Procuramos sempre alguma explicação para dar fim a esse desconforto. Tentamos explicar o inexplicável.

A postura de ficar parado respeitosamente é a mais adequada ao Desconhecido.

Do respeito frente a esse mistério flui algo do oculto. Da escuridão vem algo à luz.  Estar perante o desconhecido nos comove e transforma, mas isso só ocorre quando nos recolhemos, acalmamos a mente, paramos os julgamentos e descansamos no vazio interno.

¨Osho nos encoraja a fazer uma revolução individual para que reencontremos nossa inocência perdida. Durante esse processo de auto descoberta, compreendemos que quanto mais buscamos atingir padrões de perfeição, mais nos afastamos da nossa felicidade.

O mais difícil na vida não é atender às exigências que o mundo cria, mas aceitar a nós mesmos tal como somos.

Somente o conhecimento de nosso universo particular permite que a liberdade e a felicidade autênticas desabrochem, o que, conseqüentemente, abre uma nova perspectiva de ver e de nos relacionar com o universo ao nosso redor.¨

Onde atendo:

Villaggio Renascimento
R. Ana Augusto, 110
Sta. Terezinha - Sorocaba-SP
Fone: 15 32212345
"Um espaço lindo, feito por pessoas muito especiais."

Meu e-mail
regina.algarra@gmail.com

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